sábado, 31 de janeiro de 2015

DECEPÇÃO(Esse texto foi escrito em 27 de Novembro de 2014)

Algumas vezes (muitas vezes inclusive) fico me perguntando sobre o porquê das pessoas se decepcionarem tanto com as outras, na verdade eu sei porque, mas gostaria que o meu leitor(minha leitora) entendesse isso definitivamente. A decepção ocorre porque nós criamos EXPECTATIVAS, mas o mais importante dessa frase não é a palavra expectativa e sim a palavra NÓS, precisamos entender que ninguém nos decepciona, o que ocorre é que nos decepcionamos, somos nós que criamos a bendita expectativa.

Quando passamos a confiar, toda nossa atitude muda em relação ao outro, não importa quanto tempo essa confiança demore pra chegar, pode ser rapidamente, ou pode demorar um pouco mais, ou pode demorar anos, quando ela se instaura ai sim temos um problema, porque a partir daí idealizamos alguém que(por confiarmos) não será capaz de um ato que deturpe, desabone ou obscureça sua conduta e é ai que mora o perigo! A maioria das pessoas querem saber da sua vida não para ajudá-lo(a) ou para te dar forças em seus momentos de fraqueza, mas para terem armas para usarem contra você num momento de fraqueza delas.

Não queria escrever esse texto com tanta amargura quanto a que oprime o meu peito neste instante, mas me decepcionei, criei a maldita expectativa de confiar em alguém que, dissimuladamente se fingiu de amiga e num bote certeiro e fatal(por não compreender meu jeito de ser) preferiu me acusar de coisas as quais eu não fiz, sem sequer ouvir o meu lado da história, mas por que isso dói tanto? Porque é uma dor alimentada pela a mais pura CONFIANÇA.

A Energia Maior que rege o universo, que alguns podem chamar de Deus é a lei mais infalível de todas, a lei do retorno e que pode ser compreendida pelo adágio: “A semeadura pode ser aleatória, mas a colheita é obrigatória”

#Triste

sábado, 8 de novembro de 2014

Deus seja louvado(!?)


Tem horas que a gente fica mais religioso que outras horas, a gente pensa em Deus, nos Seus desígnios, nas Suas “armadilhas”, ou provações se você preferir chamar assim e no "por que de tanta coisa estranha que acontece na vida da gente?" A explicação do livre arbítrio é perfeita para que nos sintamos culpados por cada ato que cometamos e óbvio que nos mostra mais uma das contradições bíblicas, pois se Deus é onipotente, onipresente e onisciente e que "não cai uma folha de uma árvore sem a Sua permissão", por que tantas barbáries e injustiças sobre essa Terra? Fácil de responder também, ainda continuando com o pensamento cristão, é o tal do pecado original... Ah rá...!!! Adão e Eva pecaram e nos sentenciaram a desgraça de uma existência cheia de motivos para sofrer, pois até então, tudo era o que mesmo? Ah sim, um paraíso, mas ai eu me pergunto pra quê criar a fruta proibida se ele não poderia comê-la? É a beleza da contradição divina, ou seria o suprassumo da perversidade celestial? Não sei e não me cabe julgar os desígnios do Altíssimo, pra mim, em verdade Deus É o Diabo, é a Tese, a Síntese e a Antítese, todos num só, é uma Energia tão poderosa que não se pode ser compreendida apenas com as leituras bíblicas, ou do alcorão, ou através da leitura de qualquer outra religião, nós somos pequenos e Bíblia é forte, mas é só um belo livro cheio de significados e simbologias, um misto de diversas outras culturas, mas que consegue obnubilar a visão de milhões de pessoas que não conseguem assumir as consequências dos seus atos e glorificam a Deus pelas suas vitórias e praguejam ao Diabo pelos seus infortúnios. A Energia do universo não tem lado, não julga o bem e o mal isso é “privilégio” do ser humano e, portanto está fadado ao insucesso no seu julgamento.
Essa minha reflexão não é recente, não comecei a pensar nisso de ontem pra hoje, acredito no que penso, não ligo para o que as pessoas vão achar ou sobre como interpretarão o meu texto, que poderá até ser considerado apócrifo e herege, mas o que eu penso é fruto de análise humana e, portanto susceptível a estar completamente equivocada, sou humano, sou centelha divina, tenho o bem e o mal em mim e não sou ateu. Acredito em Deus e acredito no Diabo e acredito que sou muito pequeno para julgar que exista uma guerra pelas almas merecedoras ou não da remissão de seus pecados, creio que nossa ignorância humana jamais nos permitirá entender a magnitude da existência desta Energia criadora e destruidora que rege o universo, pois essa Energia precisa manter as coisas em equilíbrio, podando daqui e dali, mas houve um grande erro, não se pensava que esse “erro” pudesse ser tão prejudicial ao planeta e ao universo, mas esse erro começou como algo promissor, a quem lhe foi dado um dom, o raciocínio, mas na medida em que o tempo passou o “erro” achou que poderia ser ele o próprio Deus e começou ele mesmo a podar daqui e dali, tomando para si uma responsabilidade que não tem o poder do equilíbrio que só Ele(Deus) tem. Esse “erro” somos nós: eu, você, nossos vizinhos, parentes, amigos, colegas, desafetos, desconhecidos, o ser humano. Precisamos tomar consciência de nossa ignorância e limitações ou caso contrário, talvez seja tarde demais.

O Trânsito é Foda!

E eu na moto de novo, e pensando (de novo), ai me sai um cara dirigindo uma caçamba enorme, saia de um posto de gasolina em alta velocidade, a impressão que eu tive foi que ele nem olhou para o lado, tipo eu sou grande, quem quiser que pare, pois eu vou passar...Na hora associei a atitude do inconsequente ao que ocorre em nossa sociedade, relacionado ao comportamento sexual das pessoas(Permitam-me um parênteses, pessoas homens, porque o homem quer meter, quer forçar, quer adentrar, é a natureza do aríete e... também no trânsito), não se pode esperar, como na cama as vezes nem se espera ela estar lubrificada, pronta, receptiva, é a lógica do prazer de entrar, o outro(a outra) – no trânsito ou na cama – que se exploda, “só o que presta é o que me convém”.
Outro dia estava parado num engarrafamento e uma viatura policial passou a minha direita pelo acostamento, sinal luminoso ligado, estava sendo seguido por mais ou menos três veículos, quando de repente, o motorista parou e desceram ele(segurando a arma na cintura) e um capitão de polícia do lado do carona, que saiu da viatura e começou a bater palmas para o motorista que estava logo atrás dele, falava: “parabéns.. tá certo isso né?” Achei aquela atitude fantástica, ele poderia autuar os indivíduos por dirigirem pelo acostamento(multa gravíssima), mas foi cidadão com uma atitude irônica. Rapidamente os motoristas infratores arrumaram um jeito de voltar a via, saindo de trás do veículo militar, que seguiu seu caminho.
Infelizmente a lógica abusiva, com atitude invasiva e “estuprante” do trânsito, de forçar sem respeitar os limites(próprios e alheios) faz com que cada dia mais tenhamos crescente o número de acidentes, o número de vítimas e o número de famílias que perdem entes queridos para esta violência desmedida. Outrora ouvi de um instrutor de autoescola algo que jamais esquecerei, uma frase que se tocasse os condutores e pedestres mudaria a forma de guiar não só seus veículos, mas também a seu modo de viver: “No trânsito não existem veículos, existem vidas”
Sou pela lógica que serve para o bom sexo e que pode se aplicar no trânsito, um pouco de carinho com a outra(o outro) não faz mal a ninguém, pressa demais pode ser frustrante e... é sempre bom lembrar não devemos ser egoístas. Como dizem os meninos e meninas por ai #ficaadica.

sábado, 25 de outubro de 2014

Chata essa mania do povo.

Hoje acordei e fui comprar pão, suco e frutas para o café e quando voltei dei aquela velha espiada no whatsApp, tinha lá um “alerta” sobre algo que devemos prestar atenção para não acontecer conosco, nossos familiares e afins. Massa!!(sqn) A leitura daquele pequeno texto me fez navegar por mensagens recebidas e me levou a uma triste constatação a galera divulga desgraça e divulga muuuito(taí o arrocha que não me deixa mentir).
Mesmo vindo com alcunha de “alerta” o texto fala de um acidente doméstico, algo ruim que ocorreu e que realmente deve ser evitado, então procurei notícias de alguém muito feliz, alguém que venceu uma demanda pessoal, que ganhou na loteria, que teve um(a) filho(a) com saúde ou que se alegra por estar vivo e achei quase nada, tem, mais é muito pouco se comparado as fotos de desastres, acidentes, vídeos bizarros, cadáveres e pessoas mutiladas ou fatalmente enfermas. Sempre digo a meus alunos e alguns clientes da tatuagem quando me perguntam se não tenho pena deles, digo que sou mamífero e não tenho pena, mas quando olho a sociedade que se compraz da miséria alheia sinto pena, desilusão e tristeza... Pra mim o problema é que a pessoa se sente bem por ver alguém desgraçado, desse jeitinho mesmo, simplesmente se sente bem e pronto, mas quando se depara com alguém em uma situação favorável, feliz tem a tendência a ridicularizar, e(infelizmente) se sentir inferior causando em si mesmo(a) uma revolta que não permite que ele(a) divulgue a boa nova. É lastimável!
Fiquei pensando como evitar esse tipo de “publicidade” negativa, ou como combatê-la. Façamos algo por um mundo mais florido, com mais notícias boas, músicas agradáveis, fotos que nos façam respirar mais leve e não prender a respiração por nojo, asco, repugnância ou pavor. Divulguemos mais beleza neste mundo imundo, façamos mais amor, lutemos com mais paixão, tenhamos mais e mais tesão para aprender coisas que melhorem não somente a nossa vida, mas a vida do nosso vizinho de mal gosto, do nosso parente baixo astral e do desconhecido que também vive neste planeta esquisito.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Hipocrisia na Viela

A vida, sempre apresentando novas pessoas, novas situações, novos desafios, obstáculos, passagens apertadas, becos claros com saídas claras, becos escuros sem saídas, bocas secas, sem paixão, bocas que professam hipocrisias, frases sem efeito, atitudes que não condizem com suas palavras pobres e frias, como aquele beco escuro e sem saída... Mas sempre há uma saída, mesmo que seja a própria entrada, ou melhor ainda NÃO ENTRAR, evitar o que não se pode identificar como sendo bom é melhor do que comprovar com dores, sofrimento e desilusões. A vida é bonita como já disse o artista, mas às vezes também é cruelmente feia, e fica de brincadeira conosco, não é o mundo que é ruim, são as pessoas que não prestam(risos), mas como viver sem elas? Como desprezar o aprendizado de uma conversa olho no olho? Como não se encantar com o som de uma voz afinada? Como não se permitir viajar em pensamentos alucinantes, incoerentes e engraçados a partir da presença do outro?
A vida beija bem, tem fogo nas entranhas, tem gente besta e também estranha, que prefere viver mentindo para si mesmo, atrás de uma máscara dos antigos atores gregos, o símbolo clássico do teatro um sorriso da comédia, ou a lágrima da tragédia, mas tudo isso por fora, pessoas que não se permitem assumir os riscos de se expor de dizer “foda-se, fi-lo porque qui-lo” e o pior é que querem que os outros acreditem em suas maquiagens, máscaras, sorrisos e abraços falsos. Para a hipocrisia que me inquieta o meu FODA-SE.
A vida me sorri, com o dia, a noite, o sonho, o canto dos pássaros, o barulho do vento, o som do ronco do motor da minha moto, as paisagens que ainda consigo ver, os cheiros que sinto e com a beleza das pessoas, é aquelas mesmas(muitos risos), pois nem todas não prestam; ainda há esperança e o que é melhor ainda há quem se mostra, e aos que se escondem ainda há o Tempo, maior de todos os reveladores, maior de todos derrubador de máscaras. A vida é bela, fico agradecido por estar aqui no meio dessa loucura toda, como diria meu avô “me sinto feliz”, eu só acrescento apesar dos pesares.

domingo, 12 de outubro de 2014

Com eles é sempre mais gostoso

Hoje é o dia das crianças do ano de 2014; eu sinto a leveza dos meus 37 anos e alguns meses que passei respirando sobre a superfície desta terra(e de alguns poucos minutos que passei fazendo algum tipo de apneia) esse texto é somente um relato do meu dia, mas não como a “eterna criança” que vive dentro de mim, mas de um dia em que decidi me dedicar um pouco a meus filhos, não sei como eles perceberam isso, mas estou me divertindo muito mais que eles neste domingo nublado.
Meu dia começou quando acordei às 6:20h da matina, levantei e fui comprar pão e sequilhos para o café, fui e voltei na chuva então quando cheguei tomei um banho quente e decidi preparar um café da manhã para a família, cortei os queijos e o presunto e sai novamente para comprar umas frutas para a guarnição, fritei os ovos e acordei a todos. Foi um momento bacana, apesar de parecer trivial é cada vez mais raro comermos juntos à mesa, principalmente e o desjejum.
Pouco depois do café botei os meninos para fora de casa e escondi algumas cédulas de dinheiro para promover uma “caça ao tesouro”, para minha sorte deu empate e todos ficaram felizes. Gabe dormiu alguns instantes depois de lavar os pratos, enquanto eu e Fábio Jr decidíamos o que faríamos para o lanche, pesquisamos na internet e escolhemos um rocambole, ele bateu as claras em neve e eu fiz o restante, ele ajudou ainda untando a forma e o papel alumínio; quando terminamos já era hora do almoço e fiz o prato do meu pequeno e dei comida a ele, como um bebê...
Fábio e Gabe deitaram para assistir a um desenho enquanto eu tirei um tempinho para dormir um pouco, fui acordado no final do filme, conforme combinado e jogamos ludo e UNO, agora estou eu aqui, feliz, realizado e agradecido, degustando um pouco de vinho e escrevendo sobre como é bom ser pai e trocar energias com quem gosta da gente e com quem a gente gosta de verdade.

sábado, 13 de setembro de 2014

É fogo e vento ou são só lições?

E a vida nos ensina a sua maneira, com brisas ou vendavais, tudo depende de como aproveitamos cada vento desse, pois pode não parecer, mas podemos sim aproveitar os vendavais. Os ventos que trazem coisas pra nossa presença sem que desejemos, ou que nos levam coisas que achamos indispensáveis, todos eles são mestres, são lições que dependem do nível de consciência de nós discípulos temos e como absorvemos tais lições. Mas também não é só de vento que a vida é feita, tem o fogo, como brasa morna ou incêndio devastador, ambos lacerantes e com o poder de nos marcar eternamente, afinal de contas tudo é eterno e nada é eterno, e nesse instante me permito “caetanear” com essa afirmativa ambígua e tão carregada de significâncias. Ai vem a brasa e a brisa a torna chama e o nosso corpo clama por refresco, nossa alma grita por sossego, e o ar quente que inspiramos parece queimar nossos pulmões e tudo parece tão próximo do fim que entre uma lágrima e outra queremos a morte. Mas o flagelo no seu instante de eternidade não é eterno de verdade, vai acabar, vai apagar e o vento vai levar as cinzas que sobrarem desse incêndio e nosso corpo, nosso espírito e nossa paz se reestabelecerá. Os que nos olham talvez não possam ver as marcas que nosso ser carrega e talvez não queiramos que essas sejam vistas, mas nem por querer, nem por não poderem ser vistas elas deixarão de existir e às vezes quando uma brisa nos soprar a pele, ou quando uma brasa aquecê-la nos lembremos do que passamos sem dor, sem traumas, apenas lembrando da lição que aprendemos.