segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Parabéns para mim?

O dia do aniversário é sempre um dia especial pra mim... Curioso que é sempre a mesma data(risos), mas falando sério, eu estava pensando se realmente eu mereceria parabéns pelo meu aniversário(???). E, sinceramente, acho que sim!
Ao longo desses trinta e nove anos eu tenho me esforçado para aprender a conviver com as pessoas e coisas desse mundo e percebi que aprender a respeitar a si mesmo, não é uma tarefa fácil, simplesmente porque muitas vezes nos anulamos para favorecer os outros, e nem sempre isso ocorre de forma tranquila e sem consequências; falando nisso, me veio a lembrança do meu primeiro "NÃO"... Ele foi contundente, corajoso, enfático e mudou definitivamente a minha vida e porque eu não sou um cara escroto vou compartilhar a experiência com vocês(não pisque ou perde o lance): Minha tia mandou eu comprar pão e eu disse não.
Sei que não é uma história com rebusco literário, mas foi um marco na minha vida, o negócio foi tão forte que ela ficou embasbacada e diante da minha recusa esbravejou que iria contar a minha mãe quando ela chegasse do trabalho, eu tinha uns 12 anos e nunca tinha dito não, foi chocante! Dali pra frente disse vários e os digo até hoje, mas o que isso tem a ver com o raio do meu aniversário?? Explico...
É que quando eu dizia esses "nãos" ninguém se machucava, aprendi também que alguns não foram querendo dizer sim, bem como os sim de outrora vez por outra queriam ser sonoros NÃO e ainda assim eles não machucaram ninguém, pelo menos não mortalmente. E é por isso que considero que mereço os parabéns pela data do meu aniversário. Pelos não que dei, pelos sim que dei, pelo resultado disso na minha formação humana, por buscar harmonia entre mim e os demais viventes desta mundo miserável, por respeitar as opiniões alheias, mesmo não concordando com elas, mas eu quero dividir os parabéns que mereço(sem modéstia) hoje com VOCÊ que está lendo... Parabéns por servir de inspiração e pela curiosidade de querer saber o que outras pessoas pensam - no caso específico eu. Busquemos o melhor para esse mundo miserável, não baixemos a nossa guarda, combatamos em prol da harmonia, façamos mais sexo, beijemos mais, leiamos mais, conversemos mais, olhemos mais para dentro e para fora de nós mesmos e aprendamos que mesmo "não estando fácil pra ninguém", estamos de parabéns por resistir às mazelas da "vida loka".
P.S.: Acho que já escrevi algo muito parecido com esse último parágrafo em um outro texto, mas é porque continuo desejando as mesmas coisas para todos nós. Como diria o poeta: "Quais são as palavras que nunca são ditas?"

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Reflexões sobre "fézes"

Gostaria inicialmente de agradecer as pessoas que acompanham o meu "diário" e de fazer uma reflexão sobre algo que disse ontem a uma amiga... Estávamos conversando e eu falei que estou intolerante com a ignorância religiosa. Só que não estou feliz em estar assim, mas sinto que tenho esse direito, assim como as pessoas tem direito de acreditar cegamente num Deus que as serve e protege e as guia, eu tenho direito de acreditar no acaso, tenho direito de acreditar que se Deus existe meRmo não vai ficar se ocupando da queda da folha das árvores (acho essa máxima o máximo: "Não cai uma folha de uma árvore se não for da vontade de deus")... rsrsrs - Me bata um abacate viu?
Ai eu fico aqui, pensando... Tem alguém pensando também: "Ah Fabinho, ignorante, Deus sabe TODAS AS COISAS e você, seu heregezinho miserável, vai sentir o peso dessa blasfêmia", Se pudesse conversar com esse pensamento diria... Foda-se! E logo depois, por que seu Deus é melhor do que o Deus muçulmano? Por que não podemos dar os créditos aos Orixás pela criação das coisas e regulação das quedas das folhas(Ossain, por exemplo)? Por que os deuses hindus, indianos e indígenas não podem ter sua vez? E o Deus polinésio? "Errou feio, errou rude"(se não entendeu essa, vai no Youtube e põe DEUS e veja o vídeo do "Porta dos Fundos") Não estou blasfemando, muito menos propondo uma anarquia religiosa ou a negação de "fézes"(fé de um + a fé da outra + a sua fé) tô falando sobre mim, sobre os "absurdos" que passam pela minha cabecinha doentia, NÃO quero influenciar ninguém, mas como o blog é meu, escrevo o que quiser...
Creia no que você quiser, mas respeite o meu direito e o de tantas outras milhões de pessoas de acreditarem no que eu e elas quisermos também e, nos permita o direito a dúvida livre, pois no livro que você considera SAGRADO nos está garantido o "livre arbítrio"(mesmo que coberto de contradição e ameaça) tanto em Gênesis 2. 16-17 e 1a Pedro 2:16.
E no final sabe o que vai acontecer? Eu vou morrer, assim como morreu Nietzsche, Marx, Agostinho, Sócrates e por mais que muitos duvidem Elvis e Jesus Cristo, só que eles não morreram de fato, estão sendo citados diariamente em todo o mundo e seu "estilo de vida" inspira até hoje.
Ah... Só lembrando, você também morrerá, portanto, aproveite da melhor forma sua vida abençoada, pois a minha tá bem suada.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Sorria, mas PODE chorar se quiser.

Atualmente existe uma pressão social pela felicidade, o que eu acho bem estranho, porque acaba causando uma frustração em quem "não se enquadra" nesse perfil, e isso na minha singela opinião, causa ainda mais tristezas. Simplesmente não existe esse negócio de felicidade perene, é impossível para alguém que tenha o mínimo de consciência do mundo onde vive não passar por momentos de tristeza e isso sim é absolutamente normal.
Essa "obrigação" em ser feliz pode até mesmo levar as pessoas a se aproximarem de elementos que as afastem de si próprias, como arrumar um(a) namorado(a) para "ostentar" alegria em redes sociais, ou pode levar a consumir substâncias alucinógenas para aliviar o peso de não se encaixar num ideal inatingível de felicidade.
Bom seria se aproveitássemos nossos momentos de alegrias e sentíssemos os de tristezas de forma plena, porque como eu vejo as coisas, não se deixar ficar triste é algo que também faz com que nunca saremos a ferida que causa aquela dor, é como uma gripe mal curada que certamente enfraquece nosso sistema imunológico por mais tempo do que seria "normal", nos deixando obviamente mais susceptíveis a recidivas.
Viver é estar feliz, mas não o tempo todo, é também estar triste de vez em quando, pois como diz um dito popular: "Quem acha tudo gozado, é camareira de motel". Portanto, não se cobre pelos seus momentos de tristeza, eles são provas de você é um ser humano normal. Viva seus sorrisos e, quando precisar, chore suas lágrimas!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Saudade

A saudade é um sentimento interessante, na verdade é um complexo de sentimentos e lembranças confusas e algumas vezes fantasiosas sobre o que sentimos falta. Sempre tem um pouco de romance na saudade, e sendo assim sempre terá uma hipérbole ali perto.
Acho curiosa também a diferença entre lembrar e sentir saudades... A gente lembra de um monte de coisa inútil, tipo senha de conta no banco, fórmula do cálculo de delta, nomes das capitais de pelo menos cinco estados brasileiros e que o grafite e o diamante se diferem apenas pelo tipo de ligação entre suas moléculas de carbono, mas ninguém sente saudades dessas informações, a gente sente saudades das sensações, de boas lembranças, de como nos sentimos quando estamos sentados olhando o mar quebrar na praia, do jeito como alguém nos olha, nos toca, ou fala conosco... A saudade do violão não é da "coisa" violão, é do som que ele faz, é de quem estava tocando, onde e quando estávamos ouvindo o seu som... E por falar em som, me remeto aos outros sentidos que mexem com nosso imaginário e podem despertar saudades soluçantes, como ver algo, sentir o cheiro, o sabor ou uma queda pode ter fazer sentir saudades de como seus parentes cuidavam de vc quando se machucava, tudo depende do intrincado e misterioso processo pessoal de associações que nossa mente, corpo e espíritos fazem, quando transformam uma "mera lembrança" num forte lampejo de saudade.
Mas o melhor de tudo é que, seja lá o que aconteceu pra nos fazer sentir saudade, aconteceu de uma forma que queremos guardar para sempre conosco, mesmo que nunca mais sintamos aquele cheiro, aqueles lábios(daquele jeito), aquele toque, mesmo que não vejamos mais aquela(s) pessoa(s), ainda assim os temos para sempre em nossa memória, em nossa caixinha de coisas boas, que podemos recorrer as vezes para sentir aquela "dorzinha gostosa"(as vezes nem tão "dorzinha" e nem tão "gostosa") que a gente convencionou chamar de saudade.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Realmente... é mais difícil assim.

Gosto do real, acho o imaginário fofinho e tudo, mas o real é melhor. O mundo é complicado, a maioria das coisas existem a partir do nosso imaginário e, portanto, do nosso ponto de vista, mas isso é só como percebemos essas coisas e não como elas são de fato.
Eu observo mesmo e muito, gosto de ver os movimentos... Das ondas, das nuvens, dos veículos, dos olhos alheios e principalmente dos corpos, mas não somente o deslocamento deles no espaço, gosto de observar no tempo, como com o passar do tempo os corpos movem-se de forma diferente... Gosto de notar como se adaptam as circunstâncias e movem-se os conceitos, como o não conseguir algo frustra uns e estimula outros.
Tudo isso pra mim está intimamente relacionado ao real, a noção que cada ser humano tem da realidade, como cada um apreende o mundo que o cerca, ou simplesmente rejeita, ignora, negligencia e prefere o mundo da imaginação que uma hora ou outra precisa confrontar com o mundo real e ai... Tristeza, melancolia, desilusões e depressões abraçam o sonhador.
Não sou contra os sonhos, gosto deles, mas não me perco neles, sonhos são símbolos, sinais que podem indicar um caminho a seguir, ou a deixar de seguir, pode até ser uma bússola, mas não pode ser tudo, pois tudo é muita coisa pra não ser nada além de sonhos

sábado, 21 de novembro de 2015

Pensando em cores...

Acho engraçado gente que se acha branca porque tem a pele clara... Ontem foi dia da consciência negra e fiquei pensando se escreveria ou não a respeito disso, porque muito já foi dito e escrito sobre isso, mas não pude me furtar a escrever esse texto.
Fiquei aqui lembrando do que li e das reportagens e filmes que vi sobre a história escrota da escravidão, especialmente relacionada ao povo negro, pensei em Mandela, Djavan, Gilberto Gil, meus avós paternos, nas mulheres e criança vendidas como quilos de bundas aos europeus, na grande massa de alunos que tenho e, lógico, pensando em mim mesmo... A verdade é que não é fácil ter a pele escura, temos que manter a consciência dessa dificuldade e LUTAR(demorei um pouco pra escrever essa palavra, procurando algo adequado, mas não poderia ser outra) todo dia fazer que o mundo compreenda nosso valor.
Consciência negra para mim é ver minha prima "sarará" e pessoas como o meu filho (que têm pele clara, mas que são negros em essência) combatendo o bom combate por um mundo mais justo para todos os humanos de todas as "cores".

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Pensando em rimas

Estava eu pensando sobre aquelas pessoas que passam pela gente na rua, gente como a gente, que vive cada um de forma diferente, escolhendo ou sendo levado por caminhos divergentes, subindo ou descendo as ladeiras, plantando suas sementes, passeando pelas vielas da mente, ora alegres ora tristemente.
É curioso como os olhos dessas pessoas acusam algumas das suas angústias viventes, mesmo quando suas bocas nos mostram sorrisos dementes e o amarelo dos seus dentes, mas nada disso é convincente e o que importa é a possibilidade premente de uma mudança vigente dessa gente que passa pela gente.