O mar não julga suas roupas, ou a falta delas, não julga o seu caráter, ou a falta dele. O mar te acolhe, te limpa, te aceita, ou rejeita como a um presente que lhe é dado, mas que não é desejado... O abraço das ondas nem sempre é cálido, pode te arrepiar pela baixa temperatura, mas é sincero, como os ventos que embalam as ondas e sussurram o assovio da tarde em seus ouvidos. O mar não te quer, mas te recebe para um encontro furtivo, brejeiro, revigorante e, como uma descarga elétrica, irá recarregar suas energias, as boas e descarregas as más. O mar é bom, por não julgar, por abraçar e por sacudir todo o seu corpo, te dando bênçãos e axé. Seus mistérios vão além do que ele esconde, ou guarda em suas profundezas, seu mistérios perpassam pela benevolência do equilíbrio que ele nos proporciona. O mar é massa!
Vou usar esta ferramenta para desabafo pessoal, tentarei através deste blog mostrar um pouco de como eu penso a vida que vivo.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
... Quase sem palavras
Sentimentos conflituosos me tomam, um misto de tristeza, raiva, impotência por ter sido assaltado ontem... Pois é, virei estatística, dois indivíduos armados me abordaram e levaram minha moto a menos de 200 metros da entrada de casa. Aos sentimentos supracitados somam-se o alívio e a alegria de estar vivo e inteiro, depois das ameaças de tiro. É muito difícil pra mim aceitar que alguém passa um tempo do seu dia pensando em cometer um ato como aquele, arriscar sua vida por uma coisa (sei lá, a vítima poderia estar armada) pensar que os seres humanos são capazes de atitudes como aquela, numa frequência tão corriqueira realmente me faz desacreditar naquela beleza que sempre exalto quando falo da humanidade, mas a impunidade e a ideia de vantagem com mínimo esforço fazem com que cresçam cada vez mais o número de assaltos, furtos, tráfico e tantos outros crimes.
Sempre brinco que a vida é uma bateria, com um lado positivo e o negativo, perdi minha Branquinha, minha Atena, mas mantive minha integridade física. O que me resta é, como sempre, confiar no trabalho da polícia e pedir aos céus que ninguém tenha que passar por uma situação daquela, pois o frio cano de uma arma não é uma sensação que desejo a ninguém.
Como alerta, peço que evitem aquela passagem pelo condomínio Lucaia que dá acesso ao Atacadão e ao shopping Boulevard de Camaçari, pois fui assaltado ali perto e quando estava prestando queixa na delegacia chegou um outro rapaz, vítima de assalto ao seu veículo na mesma localidade, o local é escuro e esburacado, o que favorece a ação dessas almas sujas.
sábado, 2 de julho de 2016
Sobre "Ser Aquariano"
É curiosa essa correlação que as pessoas fazem com os estereótipos dos signos zodiacais, creio na influência dos astros em nossas vidas, vivemos sob a regência do sol, ele define a maioria das nossas atitudes, acordamos, dormimos, trabalhamos, comemos de acordo com o ciclo solar sobre nossas cabeças, o dia em si é definido pela incidência da luz solar em nosso planeta. Não sou um estudioso do tema astrologia, mas tenho notado como atualmente os signos do zodíaco tem sido tema de conversas informais com mais frequência do que outrora, “Fulano é de câncer”, “Beltrano é Ariano, já viu né?”, “Ela não é chata, ela é virginiana.. aff!”. As pessoas, no bom e velho senso comum, pesquisam superficialmente sobre as influências dos signos(e não dos astros que os definem) a luz de seus estereótipos e a partir daí traçam os “perfis psicológicos” de todo mundo, a torto e a direita, mas não quero falar sobre essa bobagem, porque para mim generalizações são bobagens. O que quero falar é sobre o que eu acho que é ser aquariano, o lado fantástico que todos sabem e muitos invejam, mas também sobre o lado sombrio que a maioria de nós esconde no fundo do nosso âmago escuro, que envergonharia o mundo se todos soubessem, mas que está lá, na verdade está aqui(nem sempre) quietinho numa ala de segurança máxima vigiada pelas mais altas patentes do Super Ego.
Vamo lá: Ser aquariano é ter nascido entre 21 de janeiro e 19 de fevereiro, ter o sol em Aquários e ser influenciado pelo posicionamento de Saturno ou Urano e isso(por mais estranho que possa parecer) faz com que essas pessoas tenham tendência a não se adaptarem ao mundo em que vivem, idealizarem um planeta harmônico, não se prenderem a opiniões e a pessoas, pelo menos tudo isso na teoria, porque TODOS os aquarianos que eu conheço são EXTREMAMENTE vaidosos, possessivos e sofrem de um mal que chamo “Síndrome da Ideia Fixa”...
EPAAAA!!! Mas como assim? Você deve estar ficando louco, o signo do AR tem a singularidade e a fluidez como característica, a mudança, a metamorfose como marca, não seria possível se prender a uma ideia fixa.
Entretanto, a questão é justamente essa, a ideia fixa principal do aquariano é se achar especial e diferentão ao ponto de não se encaixar. E a prova disso é que dizem-se altruístas, humanitários, mas são vaidosos(todos são artistas e amam holofotes) e egoístas(são tão diferentes que “preferem” viver sozinhos). Eu amo ser aquariano(não conheço um aquariano que não ame seu signo), eu sou aquariano, eu sou diferentão, aluado, rápido de raciocínio, inventivo, curioso, mas também sei ser metódico e racional. Uma outra característica que enche qualquer aquariano de orgulho é a “frieza sentimental”, uma ENORME falácia, amamos MUITO isso sim, mas é difícil demais assumir isso para outrem, como temos o arquétipo do coração gelado é melhor usar isso como muleta e se afastar por medo de ser feliz de fato... A maioria das mulheres e homens aquarianos que conheço(convivo, por assim dizer) escondem seus sentimentos, naquela caixinha profunda que citei mais acima, mas não escondem de si, isso seria impossível, eles (nós) escondem(os) do mundo, são tão desapegados que podem ser confundidos com perversos e adoram usar a frase “é melhor se afastar antes que fique sério”, o que pra mim traduz o bom e velho MEDO DE SE MACHUCAR, mas que problema teria ficar sério? Fácil de responder essa “Eu perderia a minha liberdade” e com isso não se brinca a pseudo-liberdade que os aquarianos dizem(os) viver(que na verdade almejam(os) com todas as forças do seu(meu) ser), querendo ser indiferente aos sentimentos que embrulham seus estômagos, que tiram seus sonos enquanto repetem para si mesmos(as): Estou melhor sozinho(a), estou melhor sozinho(a).
Ser aquariano é ser f*da! F*dendo com o mundo que nos cerca, fazendo que esse mundo nos olhe com admiração e respeito, mas não tem problema se houver um “Q” de inveja, porque, na verdade eu só lamento se você não nasceu entre 21 de janeiro e 19 de fevereiro. Eu sou aquariano mãe, mas não o que está nas páginas das revistas do João Bidu, eu sou aquariano que assumo as imperfeições da influência deste “carma” em minha vida, agradecido por ele, mesmo com todas as imperfeições que essa influência incide sobre meu jeito de ser, de pensar, de agir e de viver. Não somos iguais por sermos regidos pelo mesmo ascendente celestial, temos o direito de sermos diferentes e isso, infelizmente, não é privilégio dos aquarianos.
Vamo lá: Ser aquariano é ter nascido entre 21 de janeiro e 19 de fevereiro, ter o sol em Aquários e ser influenciado pelo posicionamento de Saturno ou Urano e isso(por mais estranho que possa parecer) faz com que essas pessoas tenham tendência a não se adaptarem ao mundo em que vivem, idealizarem um planeta harmônico, não se prenderem a opiniões e a pessoas, pelo menos tudo isso na teoria, porque TODOS os aquarianos que eu conheço são EXTREMAMENTE vaidosos, possessivos e sofrem de um mal que chamo “Síndrome da Ideia Fixa”...
EPAAAA!!! Mas como assim? Você deve estar ficando louco, o signo do AR tem a singularidade e a fluidez como característica, a mudança, a metamorfose como marca, não seria possível se prender a uma ideia fixa.
Entretanto, a questão é justamente essa, a ideia fixa principal do aquariano é se achar especial e diferentão ao ponto de não se encaixar. E a prova disso é que dizem-se altruístas, humanitários, mas são vaidosos(todos são artistas e amam holofotes) e egoístas(são tão diferentes que “preferem” viver sozinhos). Eu amo ser aquariano(não conheço um aquariano que não ame seu signo), eu sou aquariano, eu sou diferentão, aluado, rápido de raciocínio, inventivo, curioso, mas também sei ser metódico e racional. Uma outra característica que enche qualquer aquariano de orgulho é a “frieza sentimental”, uma ENORME falácia, amamos MUITO isso sim, mas é difícil demais assumir isso para outrem, como temos o arquétipo do coração gelado é melhor usar isso como muleta e se afastar por medo de ser feliz de fato... A maioria das mulheres e homens aquarianos que conheço(convivo, por assim dizer) escondem seus sentimentos, naquela caixinha profunda que citei mais acima, mas não escondem de si, isso seria impossível, eles (nós) escondem(os) do mundo, são tão desapegados que podem ser confundidos com perversos e adoram usar a frase “é melhor se afastar antes que fique sério”, o que pra mim traduz o bom e velho MEDO DE SE MACHUCAR, mas que problema teria ficar sério? Fácil de responder essa “Eu perderia a minha liberdade” e com isso não se brinca a pseudo-liberdade que os aquarianos dizem(os) viver(que na verdade almejam(os) com todas as forças do seu(meu) ser), querendo ser indiferente aos sentimentos que embrulham seus estômagos, que tiram seus sonos enquanto repetem para si mesmos(as): Estou melhor sozinho(a), estou melhor sozinho(a).
Ser aquariano é ser f*da! F*dendo com o mundo que nos cerca, fazendo que esse mundo nos olhe com admiração e respeito, mas não tem problema se houver um “Q” de inveja, porque, na verdade eu só lamento se você não nasceu entre 21 de janeiro e 19 de fevereiro. Eu sou aquariano mãe, mas não o que está nas páginas das revistas do João Bidu, eu sou aquariano que assumo as imperfeições da influência deste “carma” em minha vida, agradecido por ele, mesmo com todas as imperfeições que essa influência incide sobre meu jeito de ser, de pensar, de agir e de viver. Não somos iguais por sermos regidos pelo mesmo ascendente celestial, temos o direito de sermos diferentes e isso, infelizmente, não é privilégio dos aquarianos.
quinta-feira, 30 de junho de 2016
Desenhando...
Uma amiga me perguntou porque não escrevia sobre “desenho”... Nunca tinha pensado a respeito, tanto que postei imagens de alguns trabalhos, mas não associei a um texto, mas pelo desafio de pensar a respeito disso, cá estou para tentar traduzir em palavras o que sinto quando estou desenhando...
Desenhar para mim é um passatempo que começou em tenra idade, “desde que me entendo por gente” eu desenho, costumo brincar dizendo que todos nascemos desenhistas, mas alguns desistem com sete anos, penso que todo mundo já deve ter riscado um bonequinho palito, uma casa com uma porta, uma janela e uma árvore do lado, mas ai as atribuições e a magia vão se perdendo aos poucos, não acho que desenhar seja um dom e, se é TODOS temos esse dom, é como atuar, há quem atue bem, quem desenhe bem e quem não seja tão bom, mas o que difere essas pessoas é o afinco em que se dedicam, a prática, a repetição e a busca da melhoria de sua técnica pessoal. Pois bem, eu amo desenhar e agora voltei a estudar com um foco que nunca tive para tal, quero a perfeição, sei que não é possível e isso é o que me motiva, desenho quando posso, tento aproximar o máximo minha obra com a referência que observo cuidadosamente. Agradeço sim por poder enxergar, mover meus músculos com coordenação suficiente para não cagar todo desenho, agradeço a meus críticos mais ferrenhos, Gabrielle e Fábio Júnior(meus filhos) que não deixam passar nenhum detalhe e sempre cobram quando não está bom. Se eu tenho ‘dons’ são a paciência e a perseverança e esses sim me ajudam com os desenhos, com as aulas, nas relações com as pessoas... com a minha vida.
Espero ter saúde, firmeza na mão e acuidade visual para continuar desenhando por muitas e muitas décadas, gosto muito de desenhar, estou tentando viver deste ofício e certamente não vou desistir enquanto não puder viver a vida fazendo o que gosto e nada mais.
terça-feira, 28 de junho de 2016
sexta-feira, 17 de junho de 2016
Sou mesmo incompetente pra entender algumas coisas...
Eu sinceramente não entendo algumas coisas... Há um ódio velado referente à postura das pessoas que não comungam do pensamento das outras, quando alguém diz que não gosta de funk, ou quando diz que gosta, quando alguém diz que não gosta de homossexuais, ou quando demonstra homoafetividade, quando alguém diz que não acredita em Deus, ou quando a outra pessoa diz que só acredita no deus descrito na Bíblia, desprezando outros deuses, outras crenças, outros quereres, outras vontades, dizer que não gosta de açaí é visto como pecado por algumas pessoas e isso pode fazer com que as pessoas briguem, porque uma gosta de um time de futebol e outra não, mas o natural é ser diferente! Tenho alunos e alunas gêmeos e gêmeas e elas e eles são diferentes, um fala alto, o outro não gosta de chamar atenção para si, uma é carinhosa, outra mais grosseira, outra é adepta de alisamento capilar e sua “cópia” curte os cachos em sua cabeça.
Como compreender a intolerância que leva a violência? Eu sou incompetente nesse sentido, não consigo entender isso, por mais que eu tente, por que não se pode simplesmente respeitar que o outro/a outra tem o direito a pensar diferente e agir diferente? Por que se preocupar tanto com a vida alheia? Pra quê tantos julgamentos? Ontem estava dando aula e a turma estava irritantemente inquieta, eu parei de falar e escrevi no quadro: “Quando eu quero silêncio, eu faço silêncio e não fico gritando CALA A BOCA!” Eles leram e depois de uns instantes estavam em silêncio e consegui prosseguir. Queria tanto que eles tivessem aprendido aquilo, mas infelizmente creio que não é tão fácil assim, porque como professor eu não posso educar, quem educa é a família, a nós, professores, cabe instruir pelo caminho institucional da escola, fazê-los pensar sobre as questões maiores da humanidade para fora da escola, coisas como respeito e tolerância, mas só podemos complementar o que vem das casas deles. Bom seria que os pais ajudassem mais, pois quando eles ajudam, notamos o reflexo nessas crianças(as assistidas).
E o que tem a ver minha aula com o início do texto? Eu explico: as crianças, adolescentes impacientes para falar e sem paciência para ouvir agridem-se por não se escutarem, por não escutarem os outros e quando escutam não respeitam a opinião divergente e crescerão assim, tornando-se adultos intolerantes, violentos e cheios de suas razões. Sinto muito por essa sociedade mundial imunda e violenta, que cospe nos rostos dos seus desafetos, que espanca, atira em quem se comporta de forma que os desagrada e que oprime sistematicamente o que foge ao seu padrão ignóbil de comportamento.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Coragem, meu bem, Coragem.
E na efemeridade (ou seria na enfermidade? Ah... Dá igual!) das coisas eis que surge “ela”, menos meticulosa, mais curiosa, muito libertadora, intrépida, voluptuosa e forte, a Coragem, ela pondera, mas não remói, pode ser fatal, mas acima de tudo pretende ser vital, não surge da certeza, mas quer testar o que se propõe, teimosa, ligeira e firme essa é a Coragem que se afirma. Em meio aos julgamentos “Aain... que fofo!”, “Ai que tétrico!”, “Que horror!” ou “Que lindo!” a Coragem dá a mão a Atitude e juntas partem para realizações e às vezes o Medo se segura na cintura dela, tentando impedir sua progressão, mas ela, a Coragem, é forte e sabe que pesará sobre ela as responsabilidades de irromper as barreiras a sua frente, coragem para dizer não, coragem para dizer sim, coragem para se desprender dos dogmas e das mazelas, ela sabe para onde vai, a Coragem vê a sua frente, de braços abertos, a Luta, mesmo que corte os braços do Medo, e que sinta suas mãos geladas, com as grandes unhas negras fincadas dolorosamente em sua carne... mesmo com isso ela avançará. E pulará de “bungee jump”, abraçará com afinco seu novo projeto de vida, iniciará aquela conversa difícil, trocará de emprego, dirá não a opressão do marido(ou esposa), dirá sim a alegria, e fará, e irá...
De onde estou aplaudo a Coragem, vejo-a daqui da minha janela: indo, vejo-a vindo e sei que vou nutrí-la, melhor assim, deixá-la mais forte que os Porquês, esses últimos se multiplicam como fungos em ambientes úmidos, como música ruim numa sociedade ruim, como a violência na falta de amor, como injustiça no seio da corrupção e são auto-nutritivos, nutrem-se deles mesmos, já a Coragem precisa que ajudemo-la, não vai sozinha, necessita da Atitude para simbioticamente, tornarem-se uníssonas e esmagarem os Porquês, pois se estiverem juntas, poderão levar o Medo e ainda assim irão.
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