domingo, 8 de fevereiro de 2015

Em paz, quero mais.

As vezes tenho pensamentos estranhos, creio que isso ocorre com todo mundo, e ainda mais, creio que o “estranho” de um, pode ser o normal do outro. Não vou revelar as loucuras e os absurdos que me vem a cabeça nesse instante, mas gostaria de escrever um pouco só pra tentar relaxar, tirar o foco das estranhezas e contar como tenho passado meus dias, depois de seis longos anos sem férias... Se tem uma palavra que pode me definir quanto a isso é FELIZ, sinto-me útil para a inutilidade, capaz de não fazer nada e sem culpa por isso, desobrigado. Ontem fiz dois desenhos, um atendendo a um pedido de uma excelente desenhista e outro porque vi um filme na tv, sou muito crítico quanto ao meu trabalho, não ficaram ótimos, mas não posso negar que gostei de ter tempo para desenhar de novo.

O que me deixa um pouco aflito é o fato de, mais uma vez, estar lesionado, desta vez meu antebraço esquerdo apresenta um ardor e uma dor “fina” e constante que me impede de fazer o que certamente estaria fazendo agora se não tivesse dor, me impede de treinar, a idade é cruel quando se trata de recuperação de lesões, tenho certeza que com menos dez anos já estaria socando, chutando e rolando no tatame depois de no máximo 20 dias, mas lá se vai um mês da lesão e o pulso ainda... dói.

Hoje acordei cedo pra arrumar minhas coisas, mas parei pra escrever esse texto, agora retornarei às minhas obrigações, tem papéis para serem jogados fora, textos para serem relidos, canetas a serem encontradas, um monte de coisinhas para fazer, mas o bom é que posso fazer, sem pressa, sem me preocupar em adiantar uma coisa para fazer outra por causa do trabalho de amanhã, na verdade eu até trabalho amanhã, mas é só por um turno, a tarde estarei descansando, desenhando, escrevendo, vendo tv, amando, nadando, conversando ou qualquer outra coisa dessas que a gente faz quando tem tempo livre, viva as férias!

E a você que leu esse texto... PAZ e um bom dia(ou noite, sei lá)!

sábado, 31 de janeiro de 2015

Só explicando um pouco

Os três últimos textos que publiquei foram incluídos numa pasta que tenho no meu notebook chamada "Depressão Criativa", alguns outros textos presentes nesse blog também fazem parte dessa bendita pasta. Tenho textos escritos sobre temas variados e escrevo sempre quando estou apaixonado, triste, entediado ou feliz, ou algo que os valha. Para mim o exercício de me expor através da escrita é importante, para não dizer imprescindível, mas é claro que existem algumas dezenas de "impublicáveis" como costumo chamar, pois tratam de uma profundidade que ninguém merece descer dentro do meu próprio ser, na verdade nem eu mesmo gosto de visitar esse lugar, entretanto, como estou sempre passeando em mim, as vezes me deparo com os buracos negros do minha própria pessoa. O período do final do ano de 2014, desde a queda na moto até bem pouco tempo atrás tem sido turbulento; hoje brinquei com uma amiga dizendo que "estava tão bem quanto um passageiro voando entre densas nuvens, dentro de uma aeronave de médio porte".
O bom disso tudo é que tenho certeza que assim como passam as horas, os dias, os meses, os anos, também passam as pessoas ruins, os problemas e ficam as lições, precisamos é estar atentos para fixar o aprendizado. A partir de hoje pretendo voltar a desenhar e de vez em quando vou publicar uma coisa ou outra por aqui.

Para onde eles foram?

E de repente eles foram embora... todos eles, como se você tivesse contraído SIDA, ou pior, porque na doença fica a dó, a piedade, na verdade é muito pior, pois na doença eles se aproximam para saber de você, muito mais que a dó e a piedade, se aproximam por curiosidade, para fazê-lo lembrar de como você era quando tinha saúde...

Os amigos se foram, simplesmente sumiram, partiram dessa pra uma melhor... ou será que não? O que mudou então? Porque é notório que algo está diferente.

Sim, algo mudou, mas não foram eles que foram embora, foi você que notou que nunca os teve por perto, nunca foram seus, nunca te deram nada, ao contrário eles queriam de você, a sua força, inteligência, percepção e alegria, mas só estavam próximos quando os convinha estar, nunca levantaram uma espada para te defender, diferentemente de você que sangrou por eles.

Amizade é lealdade, confiança, amor e carinho, é o bom e velho bem querer, algo que há muito a sociedade renega em prol de um cargo, de algo fugaz, de qualquer coisa menos importante do que realmente importa em nossa breve e volátil passagem sobre essa Terra, o compartilhar de experiências, o favorecimento da harmonia nesse planeta, entre humanos e os outros animais e com o espaço que os cercam. Mas infelizmente não essa a visão que as pessoas tem ao se entenderem enquanto seres humanos, o que há é uma deturpação de valores, por preços, o que se pretende é acumulação de capital, status ou qualquer coisa que o valha, não importa quem você é, mas sim o quanto você tem e quanto você pode me favorecer a ter, e ai nessa lógica percebe-se que eles nunca foram amigos, foram vampiros vorazes pelo que poderiam sugar de você e que, simplesmente, depois que tiram tudo que conseguirem deixam-no ao relento da sua inutilidade.

Entretanto, você é forte e será capaz de recompor suas energias, vislumbrando a melhoria do planeta, a harmonia das pessoas e acreditando na amizade a tal ponto de se deixar enganar por outros vampiros, muito bem intencionados para sugá-lo novamente enquanto você exercita a esperança em encontrar e se unir a pessoas com caráter, honra e a crença no âmago de outro, ou até o dia em que sugem-no tanto que o que sobrará de você é a lembrança do que você fez.

Se os amigos compreendessem que não são os presentes, o dinheiro, o emprego, a promoção, a casa ou o carro que dizem quem você é e sim o ouvido atento, a palavra acalentadora, o abraço reconfortante e o silêncio companheiro que realmente contam, talvez não precisassem ir, e buscariam sim, aproximação e o aumento do que se chama círculo de amizades... Sinto muito por eles, rogo por discernimento para suas mentes atrofiadas pelo que é tangível e, portanto, finito.

Fábio Bispo, perto da desesperança, mas ainda no combate. 23/12/2014.

UTOPIA DO AMOR ”PERFEITO”(?)

Correndo o risco de ser mal compreendido vou publicar esse texto, escrito em 22 de Dezembro de 2014 na verdade tô meio que nem cavalo em desfile, cagando e andando pra opinião de quem não me conhece e não me entende. Ei-lo:

Às vezes eu peço a Deus para entender o mundo que me cerca outras vezes rogo pela ignorância, pois ignorar nos faz mais felizes, não saber o que se passa ao nosso redor é menos doloroso do que constatar a hipocrisia, a perversidade, a morbidez e descaso presentes nas atuais relações dos homens e mulheres com eles mesmos e com o mundo que deveria ser bem melhor cuidado por eles, por ser o nosso lar.

Não é fácil para mim conviver comigo mesmo nesse mundo... sinto-me deslocado, como se pertencesse a um lugar entre um ali pertinho e o “tão, tão distante”, e tudo isso porque as coisas são possíveis, mudar é possível, viver é possível, mas definitivamente não é fácil, principalmente quando estabelecemos relações de interdependência biopsicossociais e econômicas que nos cerceiam ao invés de promover melhoria na qualidade de vida. A verdade é que deveria ser bem mais fácil amar, deveria sim ser algo unilateral, sem a prerrogativa do ser amado do ser enquanto verbo, pois se você simplesmente amasse, sem se preocupar com reciprocidade, com aceitação do seu amor e sem criar expectativas quanto a quem(ou o quê) você ama, ai sim não haveria decepções. Amor e desapego convivendo numa harmonia estranha, mas benéfica em prol exclusivamente de quem ama, só que o mundo é um ambiente imundo recheado de impurezas, incertezas e tantas outras coisas que nos levam a tristeza, fazendo da felicidade um bálsamo etéreo, fugaz e tão necessário quanto o ar em uma crise de asma.

DECEPÇÃO(Esse texto foi escrito em 27 de Novembro de 2014)

Algumas vezes (muitas vezes inclusive) fico me perguntando sobre o porquê das pessoas se decepcionarem tanto com as outras, na verdade eu sei porque, mas gostaria que o meu leitor(minha leitora) entendesse isso definitivamente. A decepção ocorre porque nós criamos EXPECTATIVAS, mas o mais importante dessa frase não é a palavra expectativa e sim a palavra NÓS, precisamos entender que ninguém nos decepciona, o que ocorre é que nos decepcionamos, somos nós que criamos a bendita expectativa.

Quando passamos a confiar, toda nossa atitude muda em relação ao outro, não importa quanto tempo essa confiança demore pra chegar, pode ser rapidamente, ou pode demorar um pouco mais, ou pode demorar anos, quando ela se instaura ai sim temos um problema, porque a partir daí idealizamos alguém que(por confiarmos) não será capaz de um ato que deturpe, desabone ou obscureça sua conduta e é ai que mora o perigo! A maioria das pessoas querem saber da sua vida não para ajudá-lo(a) ou para te dar forças em seus momentos de fraqueza, mas para terem armas para usarem contra você num momento de fraqueza delas.

Não queria escrever esse texto com tanta amargura quanto a que oprime o meu peito neste instante, mas me decepcionei, criei a maldita expectativa de confiar em alguém que, dissimuladamente se fingiu de amiga e num bote certeiro e fatal(por não compreender meu jeito de ser) preferiu me acusar de coisas as quais eu não fiz, sem sequer ouvir o meu lado da história, mas por que isso dói tanto? Porque é uma dor alimentada pela a mais pura CONFIANÇA.

A Energia Maior que rege o universo, que alguns podem chamar de Deus é a lei mais infalível de todas, a lei do retorno e que pode ser compreendida pelo adágio: “A semeadura pode ser aleatória, mas a colheita é obrigatória”

#Triste

sábado, 8 de novembro de 2014

Deus seja louvado(!?)


Tem horas que a gente fica mais religioso que outras horas, a gente pensa em Deus, nos Seus desígnios, nas Suas “armadilhas”, ou provações se você preferir chamar assim e no "por que de tanta coisa estranha que acontece na vida da gente?" A explicação do livre arbítrio é perfeita para que nos sintamos culpados por cada ato que cometamos e óbvio que nos mostra mais uma das contradições bíblicas, pois se Deus é onipotente, onipresente e onisciente e que "não cai uma folha de uma árvore sem a Sua permissão", por que tantas barbáries e injustiças sobre essa Terra? Fácil de responder também, ainda continuando com o pensamento cristão, é o tal do pecado original... Ah rá...!!! Adão e Eva pecaram e nos sentenciaram a desgraça de uma existência cheia de motivos para sofrer, pois até então, tudo era o que mesmo? Ah sim, um paraíso, mas ai eu me pergunto pra quê criar a fruta proibida se ele não poderia comê-la? É a beleza da contradição divina, ou seria o suprassumo da perversidade celestial? Não sei e não me cabe julgar os desígnios do Altíssimo, pra mim, em verdade Deus É o Diabo, é a Tese, a Síntese e a Antítese, todos num só, é uma Energia tão poderosa que não se pode ser compreendida apenas com as leituras bíblicas, ou do alcorão, ou através da leitura de qualquer outra religião, nós somos pequenos e Bíblia é forte, mas é só um belo livro cheio de significados e simbologias, um misto de diversas outras culturas, mas que consegue obnubilar a visão de milhões de pessoas que não conseguem assumir as consequências dos seus atos e glorificam a Deus pelas suas vitórias e praguejam ao Diabo pelos seus infortúnios. A Energia do universo não tem lado, não julga o bem e o mal isso é “privilégio” do ser humano e, portanto está fadado ao insucesso no seu julgamento.
Essa minha reflexão não é recente, não comecei a pensar nisso de ontem pra hoje, acredito no que penso, não ligo para o que as pessoas vão achar ou sobre como interpretarão o meu texto, que poderá até ser considerado apócrifo e herege, mas o que eu penso é fruto de análise humana e, portanto susceptível a estar completamente equivocada, sou humano, sou centelha divina, tenho o bem e o mal em mim e não sou ateu. Acredito em Deus e acredito no Diabo e acredito que sou muito pequeno para julgar que exista uma guerra pelas almas merecedoras ou não da remissão de seus pecados, creio que nossa ignorância humana jamais nos permitirá entender a magnitude da existência desta Energia criadora e destruidora que rege o universo, pois essa Energia precisa manter as coisas em equilíbrio, podando daqui e dali, mas houve um grande erro, não se pensava que esse “erro” pudesse ser tão prejudicial ao planeta e ao universo, mas esse erro começou como algo promissor, a quem lhe foi dado um dom, o raciocínio, mas na medida em que o tempo passou o “erro” achou que poderia ser ele o próprio Deus e começou ele mesmo a podar daqui e dali, tomando para si uma responsabilidade que não tem o poder do equilíbrio que só Ele(Deus) tem. Esse “erro” somos nós: eu, você, nossos vizinhos, parentes, amigos, colegas, desafetos, desconhecidos, o ser humano. Precisamos tomar consciência de nossa ignorância e limitações ou caso contrário, talvez seja tarde demais.

O Trânsito é Foda!

E eu na moto de novo, e pensando (de novo), ai me sai um cara dirigindo uma caçamba enorme, saia de um posto de gasolina em alta velocidade, a impressão que eu tive foi que ele nem olhou para o lado, tipo eu sou grande, quem quiser que pare, pois eu vou passar...Na hora associei a atitude do inconsequente ao que ocorre em nossa sociedade, relacionado ao comportamento sexual das pessoas(Permitam-me um parênteses, pessoas homens, porque o homem quer meter, quer forçar, quer adentrar, é a natureza do aríete e... também no trânsito), não se pode esperar, como na cama as vezes nem se espera ela estar lubrificada, pronta, receptiva, é a lógica do prazer de entrar, o outro(a outra) – no trânsito ou na cama – que se exploda, “só o que presta é o que me convém”.
Outro dia estava parado num engarrafamento e uma viatura policial passou a minha direita pelo acostamento, sinal luminoso ligado, estava sendo seguido por mais ou menos três veículos, quando de repente, o motorista parou e desceram ele(segurando a arma na cintura) e um capitão de polícia do lado do carona, que saiu da viatura e começou a bater palmas para o motorista que estava logo atrás dele, falava: “parabéns.. tá certo isso né?” Achei aquela atitude fantástica, ele poderia autuar os indivíduos por dirigirem pelo acostamento(multa gravíssima), mas foi cidadão com uma atitude irônica. Rapidamente os motoristas infratores arrumaram um jeito de voltar a via, saindo de trás do veículo militar, que seguiu seu caminho.
Infelizmente a lógica abusiva, com atitude invasiva e “estuprante” do trânsito, de forçar sem respeitar os limites(próprios e alheios) faz com que cada dia mais tenhamos crescente o número de acidentes, o número de vítimas e o número de famílias que perdem entes queridos para esta violência desmedida. Outrora ouvi de um instrutor de autoescola algo que jamais esquecerei, uma frase que se tocasse os condutores e pedestres mudaria a forma de guiar não só seus veículos, mas também a seu modo de viver: “No trânsito não existem veículos, existem vidas”
Sou pela lógica que serve para o bom sexo e que pode se aplicar no trânsito, um pouco de carinho com a outra(o outro) não faz mal a ninguém, pressa demais pode ser frustrante e... é sempre bom lembrar não devemos ser egoístas. Como dizem os meninos e meninas por ai #ficaadica.